château la coste está no mapa faz tempo, mas foi recentemente que o caminho até lá caiu nas graças dos viajantes. 

No sul da França, uns tantos quilômetros ao norte de Aix-en-Provence, esta imensa propriedade produz bons vinhos desde a época dos romanos, mas, o visionário e atual proprietá- rio, Patrick Mckillen, não se deu por satisfeito com os novos rosés orgânicos. Tampouco com seu entorno bucólico.
 
Um novo projeto começou a tomar forma em 2004 e foi engatinhando até que em junho de 2011 foi revelado para espanto geral, uma surpresa. Se o local já era charmoso, com 125 hectares de vinhas rodeados de floresta e um punhado de construções antigas tipicamente provençais, a intervenção de um time espetacular de arquitetos transformou a experiência em algo ainda mais sensorial.
 
Logo à entrada está o Art Center, em concreto e vidro, projetado pelo japonês Tadao Ando,que desenhou também o pequeno lago rasan- te, de borda infinita, que o abraça. Pairando sobre a água, uma enorme escultura de um outro japonês, Hiroshi Sugimoto, assemelha-se a um trompete invertido chamado “Mathemati- cal Model 012”. Abençoada por sua geografia, a adega do Château la Coste foi pensadapor ninguém menos que o prêmio Pritzker Jean Nouvel, mas, entre colinas, vinhedos e olival, muitas outras instalações e esculturas, de nomes como Alexander Calley, Louise Bourgeois e Liam Gillick, pautam a paisagem.
 
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