anfitrião excelente, o designer de interiores roberto negrete abre sua cozinha e revela os segredos de bem receber
Mesa posta, cozinha impecável e um gazpacho suculento pronto para ser servido. Numa manhã de quinta-feira, invadimos o apartamento do designer de interiores Roberto Negrete, em São Paulo. O som da peça Minute Waltz, de Chopin, que tocava ao fundo somava-se à luz, entrando pelas imensas janelas. Puro conforto e uma recepção calorosa, temperada pelo humor peculiar do anfitrião.
Nesse clima acolhedor, Negrete recebe, com frequência, os amigos que fazem parte de sua vida desde a chegada ao Brasil, em 1982, vindo de Buenos Aires. O decorador tem todo um ritual para receber: escolhe as flores, dá polimentos às pratas, planeja as comidinhas e seleciona a dedo os vinhos, geralmente os argentinos e chilenos das melhores safras.
No apartamento bem decorado – e com pitadas da história do rapaz –, duas coisas não podem faltar: Guto – o gato de estimação adotado há seis meses –, e as miniaturas e fotografias dos transatlânticos da primeira metade do século 20, assunto que Roberto adora comentar.
Além disso, também adora dar dicas de como receber e montar uma mesa elegante. Tudo em sua volta inspira longas histórias, principalmente seus estudos sobre as décadas de 1920 e 1930. “Acho que eu tenho saudade de um tempo que não vivi”, diz.
Com uma cozinha que faz inveja a muitos gourmets, o designer conta que morar bem localizado na “cidade que não para” é um luxo que faz do seu apartamento o local preferido para os encontros da turma há mais de 30 anos. Nas reuniões, todos põem a mão na massa. Mas Roberto sabe bem o que alimenta: “O melhor momento da refeição é a boa companhia. Eu troco um bom prato por uma cota de amor”, finaliza.