O que existe em comum entre a arquitetura e o cinema? Esta foi uma das perguntas que o escritório holandês DMAA se colocou para imaginar como seria o Eye Film Museum, em Amsterdã. O núcleo de ambos, refletem os arquitetos, é a combinação entre realidade e ficção, entre experiência real e ilusão. Se o cinema é uma combinação entre luz, espaço e movimento, na arquitetura, a interação entre esses aspectos define “a intensidade e a eficácia da percepção individual do espaço”. Percepção que a arquitetura quer oferecer tanto quanto o cinema. 

Fazendo do prédio uma imagem em movimento - não pelo movimento da câmera, mas pelo do visitante -, o Eye se diferencia sob cada ponto de vista. Localizado em uma área revitalizada da cidade holandesa, do lado oposto do rio IJ em relação à Centraal Station, o Eye funciona também, com sua grande fachada de vidro, como uma tela que reflete o movimento da cidade. Para os arquitetos, “tanto a visão da cidade quanto os acontecimentos antes e depois dos filmes precisam ser celebrados”. Enquanto lugar de projeção de filmes, eles procuraram harmonizar a quebra entre o dentro e o fora das salas de cinema, fazendo do Eye um lugar que proporciona experiências tão ricas quanto às dos filmes; algo expressado formalmente pela geometria do prédio, pelo uso de superfícies transparentes e pela sobreposição de camadas, abrindo espaço para a imaginação. “O visitante desta arquitetura é ativado pela experiência espacial num sentido intelectual, fisiológico e emocional”, diz Roman Delugan, co-fundador do escritório. 
 
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O Eye Film Museum foi inaugurado no início de abril, herdeiro do antigo museu cinematográfico Filmmuseum. Seu intuito é celebrar e desenvolver a linguagem cinematográfica, e promover a produção holandesa tanto no país quanto no exterior.