não é pouca coisa que um autor, aquele cuja vocação é se expressar pela palavra escrita, fale. há dez anos, é essa experiência que a festa literária internacional de paraty compartilha com seu público.

A FLIP traz, entre muitas outras coisas, a possibilidade do diálogo vivo entre os que estão escrevendo as histórias do nosso tempo e os leitores dessas histórias.

Por alguns dias, a cidade de Paraty recebe uma festa que vai muito além da literatura. Para Mauro Munhoz, idealizador do evento, a festa resgata a experiência dos anos 50 a 70, na qual a cidade teve uma vida cultural importante, freqüentada por intelectuais e artistas - um deles, Carlos Drummond de Andrade, o homenageado desta edição.
 
"O festival tem foco na literatura mas está olhando o território onde acontece", diz Munhoz.  O intuito da FLIP é que ela reverbere o ano inteiro. A exposição dedicada a Drummond poderá ser vista até dezembro; e uma das novidades que adoramos é a construção de uma biblioteca-parque em Paraty, “um projeto com enorme potência, que articula literatura, educação e cuidado com o espaço público”.