Foi há um ano, no dia em que Eduardo presenteou Daniel com uma bicicleta, que surgiu a Itsu. Os dois já haviam colaborado antes, no departamento de design de uma grande marca de roupas, mas agora Eduardo seguia carreira solo produzindo móveis a partir de peças garimpadas, e precisava de um designer que o auxiliasse na parte gráfica de sua primeira exposição - Daniel quebrou o galho. 

Durante um brainstorm criativo surgiu o nome da oficina da dupla: Itsu, um espaço que resgata o trabalho artesanal e a colaboração. Os primeiros produtos foram bicicletas, e, com o aprofundamento na questão da mobilidade, surgiram os skates. Entre as ideias já concretizadas estão outras prestes a sair do forno - como uma marca de roupas versáteis para o dia-a-dia de quem anda de bicicleta -, e outras tantas ainda no papel. 
 
A parceria que está na base do escambo que deu origem à Itsu é uma visão ampliada do que hoje se reduz ao empobrecido conceito de sustentabilidade; “essa palavra está desgastada, assim como ecologia, hit nos anos 80”, diz Daniel. Para eles, a discussão ao redor da  sustentabilidade geralmente se reduz a substituir um material por outro. A proposta da Itsu  é criar interdependência nas relações comerciais,  aliando-se a parceiros e desenvolvendo um relacionamento duradouro, “fortalecendo dois ao invés de um”. 
 
Atentos às mudanças de consciência na sociedade e com o olhar voltado ao futuro, a Istu propõe e incentiva um estilo de vida, procurando sempre fazer projetos alinhados com as suas crenças - fórmula que parece simples, mas que exige muita dedicação. Como dedicação não falta, a empreitada só pode dar certo. Boa sorte Istu, nós já adoramos!