“A 30ª Bienal não será uma Bienal dogmática”, disse Luis Pérez-Oramas, curador da mostra que começa em setembro - a começar por sua identidade visual. Trinta cartazes representam o conceito desta que é a mais importante exposição de arte da América Latina, e foram produzidos durante um workshop colaborativo aberto ao público. Doze dos inscritos foram selecionados, e a eles uniram-se seis designers convidados, mais a curadoria e a equipe de design da Bienal. 

Todos os cartazes foram pensados com base em um pré-requisito: a ideia de constelação, principal diretriz do projeto curatorial, desenvolvida graficamente pelo uso de uma família tipográfica que reúne todas as composições monoespacejadas (base da tipografia tradicional, na qual cada letra ocupa seu quadrado, sem compensação do espaçamento entre elas). Além disso, o sinal constelar, formado pela interseção sempre variável de quatro retas, deveria ser um elemento constitutivo, bem como o uso de apenas duas cores, o preto e o branco. 
 
As restrições abriram um campo imenso de possibilidades, que resultou nas 30 peças. “A 30a Bienal acredita no valor intrínseco da variação, na variedade como traço distintivo da experiência estética. As soluções formais têm sempre um valor hipotético, da mesma forma que as obras de arte são soluções possíveis, mas não necessárias, frente a uma diversidade de necessidades, circunstâncias e problemas”. Uma identidade visual alinhada com a proposta da curadoria, que presa a diversidade das poéticas artísticas.